Viver...

quarta-feira, 25 de julho de 2012 0 comentários

Viver...


 A vida não é um livro, ela se torna
A vida é uma estrada,
Cada fato é escrito no asfalto
Sim, pois o que é escrito na estrada de chão
Se vai com poeira no sopro 
A estrada quando aparenta fim
Muda o rumo 
Que ninguém mais pode ver
Ai alguém diz que é livro.


Nessa instancia somos preenchimento da História, composição de milênios, talvez tão pequenos e efêmeros ao planeta, nossos sentimentos menosprezados aos se compararem com a dimensão do universo, entretanto é uma grandeza que, a maioria, escolheu ignorar, o nosso redor, isso nos importa, e como em um GPS, ou Google maps, saímos da dimensão do Todo e nos achamos em foco nisso tudo.
 O que esperar da vida se não aquilo que podemos dar? A sorte é uma amiga que algumas vezes oferece seu abraço, mas tem que estar na hora e no dia certo para recebê-lo e alguns ainda conseguem seu beijo, a vida é um paralelo, é o braço do destino, interesses de paradoxos, é a canção de Caetano “Eu sou neguinha”, dos Rolling Stones “Satisfaction”, de Cazuza “Codinome Beija-flor”, de Renato Russo “Eu sou metal”, de Oswaldo Montenegro “Voa Condor”, “Super-Homem” de Gilberto Gil, “Gota d’água” de Chico, a Aquarela de Toquinho, a vida é exatamente isso.  A vida são as teorias de Einstein, Newton, de Freud, Hegel, Sócrates, Platão, Descartes, Marx, Heráclito, Parmênides, Tales de Mileto, Galileu, Aristóteles, Tomás de Aquino, Agostinho, só que ainda, além disso. São as poesias de Vinícius, os heterônimos de Fernando Pessoa, as cônicas de Fernão Lopes, as poesias de Mario Quintana, os quartetos e tercetos de Camões, os versos de Cora, as epifanias de Clarice Lispector, o Poema de Sete Faces de Drummond, é exatamente isso.  A vida é imutável, quem muda são os viventes (aparente clichê), mas a vida sempre permanece, ai se faz entender Quincas Borba, “ao vencedor as batatas”.
Em todo momento amadurecemos, na medida em que experimentamos e o catalisador para o amadurecimento é a dor, a pedagogia da alma é o sofrimento, a dor educa o coração, em uma escala de 0 a 1000 a primeira noite de sexo amadurece 0,5 e uma noite ao relento 500. Assim seguimos, em adversidades e circunstancias, são momentos que nos compõem e todas elas se acumulam em corpo, alma e coração, são guardadas e alimentam a engrenagem interna que movimenta os anseios, apegos, desafetos, angustias, são combustíveis dos sentimentos, as circunstancias e adversidades (seja de alegria ou tristeza).  
E então? O que esperar da vida? A vida não sorria porque não tinha dentes, o máximo que eu podia comprar a ela eram dentaduras, então ela passou a expressar a ponta de um sorriso, isso me fez crescer e aos poucos conseguir pagar implante dentário, até que ela aprenda a gargalhar, embora outros caminham tentando pagar o implante total de uma vez, mas quando podem fazer isso é a morte que vem sorrir. O interessante é caminhar contando os passos, lembrar-se dos espinhos que pisou, das pedras que escorregou e entender o quanto isso te fez crescer e se aprimorar e se conscientizar de que se voltou a pisar em espinhos e escorregar em pedras isso vai gerar maturidade, compreender que tudo coopera para o bem, claro é preciso saber usar as ferramentas do conhecimento, mas as situações são como pérolas, é um cisco que entra dentro da concha, esse cisco machuca, fere, maltrata, quanto maior o cisco maior a dor, porém no final a concha morre e gera uma pérola, quanto maior o cisco maior pérola, acontece conosco assim, maltratados, feridos, até que a tristeza, a dor morre.  Entender o curso da vida é complexo para muitos, já que se apegam em suas crenças de religião, quando a conclusão está em resposta simples: Tudo é consequência, a inercia acontece no empírico, no metafisico, em tudo, não é carma, nem tudo que fizermos terá resultado, não é fórmula, nem tudo que planejarmos vai acontecer, não é sempre sorte, acontece de termos azar várias vezes, mas é a vida, vida que eu deve encarar não naquilo que contêm, mas que comporta, não o é o que eu tenho que me molda, mas sim como é a minha ação diante de tudo.
Neste paragrafo distorço toda estrutura da ciência gramática deste texto para dizer (esclarecer o porque) que vou parar por aqui, por que a vida sempre segue além, as palavras se juntariam umas as outras construindo um nexo infindo, já que minhas ideias estão fluindo como uma torrente violenta e meu desejo é desenrola-las uma a uma e argumentar todas que aqui me faltaria espaço, portanto as poucas palavras que já se juntaram são momentaneamente suficientes para causar profunda reflexão.

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