Um poeta de contrato

sexta-feira, 1 de junho de 2012 0 comentários

Um poeta de contrato




Quero apenas um feixe de luz, hoje vou forçar minha criatividade, sei que tal coisa vil não se faz, mas o capitalismo me cobra, desce esse Whisky na goela pra catalisar o intelecto, os dedos correm pela maquina digitalizada que aponta cada erro ortográfico, mas que não pode compreende o teor da mensagem, vou contar a história de uma menina pura, uma garotinha de 10 anos, que usava vestido rodado, gostava mais de seu vestido branco com morangos. A menina pegava gravetos na rua, andava descalça porque gostava de sentir o toque do chão nos pés nus, uma ora ou outra se cortava com espinhos e mesmo assim não vestia os pés, a garota levava os gravetos pra atira-los no rio, fica alguns minutos sentada jogando seus gravetos, acreditava que os peixes os pegariam então ela dizia: - quando estiverem grandes eu volto pra buscar- então a menina  pulava a ribanceira e saia correndo pelo caminho entre a grama, tinha muitos amigos, mas sim, andava sozinha porque assim lhe convinha, alguns dias parava pra brincar com a turma, mas gostava mesmo de descobrir lugares, na maioria lugares que sua imaginação criava, como um projetor holográfico mental dava um movimento fantasioso por onde ela passava, também gostava de subir no pé de amora. A menina parecia um anjo, tinha um jeito dose de amar e um absurdo desejo que querer voar, a menina voltava pra casa quando o sol já beijava o lago e a linha do horizonte se ascendia pra esperar a lua. A noite na cama a menina fitava os olhos na janela semiaberta e sonhava em conhecer o mundo.
Pronto, uma pequeníssima história que não vá entediar quem lê e suprir os desejos dos empreendedores que pagam as minhas doses, mas é pouca poesia, os leitores delirantes vão se desanimar em ler os próximos, melhor refazer a parte da turma - A menina tinha um amigo (é mais comum, as pessoas gostam dessas coisas), sempre estavam juntos, moravam poucas quadras um do outro e todos os dias pela manhã o garoto a acordava atirando uma pedrinha em sua janela, eles corriam pela rua a fora até chegar à rua, onde arrancavam os sapatos e iam jogar gravetos no rio, depois corriam para o pomar, uma caminha de 10 minutos que faziam em rizadas e estripulias, usufruíam de todas as frutas, mas a garota preferia amora. Os dois corriam o pomar espantando as aves, voltam sempre ao rio para pular a ribanceira, pois tinha o absurdo desejo de poder voar. Ao findar do dia, o garoto deixava a menina na porta de casa, ela lhe beijava o rosto e ele ia sorridente e veloz para casa enquanto ela entrava. À noite a garota sentava sobre a cama, fitava os olhos na janela aberta e sonhava em conhecer o mundo. Acredito que assim agrade mais, não sei se devo receber algum crédito ou atribuir tudo caro Whisky. 
Mas ainda algo incomoda, com que desafeto assim me dobro e sujeito minha poesia, pode ser vendida, mas não orientada por desejos que não venham do amor, desejos de suprir mercado, não! Esse pecado não recairá nos meus ombros. Quero a poesia solta em versos livres, quero a dança da Arte e do Belo dentro de mim e este Whisky me sirva apenas para apreço e não como fonte de nada, assim vai ser

Uma menina com cerca de 10 anos

Andava descalça pelas ruas
Juntava todos os gravetos que via
Não era menina burra
Levava pra jogar no rio
Acreditava que os peixes podiam pegar
Dizia que quando estivessem grandes voltava pra buscar

Não é preciso ter sentido o que se passa na cabeça de uma menina
Mas é preciso entender que ali há a essência de mulher

A menina do vestido branco e morangos vermelhos
A menina parecia um anjo
O doce jeito de amar
Pele clara, olhos escuros, cabelos ao vento
A menina do desejo absurdo de poder voar

Não é preciso ter sentido o que se passa na cabeça de uma menina
Mas é preciso entender que ali há a essência de mulher

A menina que sofria quando via o mal, que via o mundo com beleza
A menina que sabe e que ensina a sonhar
Não machuque a menina que sabe sorrir, mas sabe chorar
Nunca a deixe sozinha, cuide o quanto precisar
Não magoe a menina que lembra, mas que sabe perdoar
Pois essa menina sempre alguém vai encontrar

Não é preciso ter sentido o que se passa na cabeça de uma menina
Mas é preciso entender que ali há a essência de mulher

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