Um produto humano

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 4 comentários



Aos poucos vamos perdendo o brilho, a força, o vigor, a paciência já não é a mesma, as vontades já não são as mesmas, a gente se perde no próprio cansaço e deixa nascer a frustração. Os sorrisos são limitados e tudo que proporciona algum tipo de prazer se torna a válvula de escape, talvez daí nasça os vícios. Nos colamos em um vazio e é o que sentimos, procuramos fazer qualquer mudança, mesmo que seja mínima como mudar os móveis ou o caminho pro trabalho, pra suprir essa sensação de falta daquilo que não se define claramente, mas a sensação não passa.
Entendemos como uma forma comportamental aquilo que é mais profundo. É difícil concluir se a frustração é uma extensão da insatisfação ou vice e versa. Na verdade o que sentimos é tão forte e intenso que parece vir da alma pra garganta a vontade de grito. A tolerância zera.
Podemos atribuir tudo isso como efeito colateral do moderno mundo capitalista ou assumir que é a covardia de não viver as vontades da alma e do espírito, é o medo de ser ousado pra fazer o que te faz bem e falir, mas o que pode ser mais falido do que uma vida acomodada em uma morbidez emotiva? Pessoas que fazem sonhos se transformarem em utopia, que têm o maldito feitio de transformar coisas simples em grandes tormentos, quando na verdade, na maioria das vezes, temos que simplificar o que é complicado pra chegar à solução.
Aceitamos os padrões impostos (coisa que todo mundo escuta muito falar, tanto que as vezes soa como clichê, mas que é fato), como se não houvesse outros caminhos além daqueles apresentados, nos fazendo acreditar que se não seguirmos o protocolo seremos infelizes, pois tem muita gente infeliz acreditando nisso, então novidade! Leia as entrelinhas da palavra Vida, ela por si só vai te inspirar a criar seus próprios caminhos, que os paradigmas funcionais seus conceitos, não os que te ensinaram/obrigaram a seguir, mas os que você criou, a Vida que vai revelar o entendimento da Palavramundo que não está escrito em nenhum livro e que só pode ser sentida diretamente no espírito.
Ande na contra-mão se isso te fizer feliz. Entenda que seus passos criam um novo caminho, talvez por isso a maré apaga as pegadas, para que os caminhos nunca sejam os mesmo. Daquilo que apenas escutar entenda, mas daquilo que sentir reflita e imprima seu selo nas situações da vida e na própria Vida.
Tenha como único dogma o amor, o resto construa por si mesmo, estando livre para convidar quem quiser pra fazer parte disso e também para expulsar quem quiser, o colocando fora do privilégio de ser parte da sua história
Quem se embriaga com álcool exala pelos poros o odor, temos que mergulhar fundo e profundo, nos embriagar de mais afeto, solidariedade, sinceridade, compreensão, otimismo e amor, pra deixarmos aflorar em nós aquilo que há de humano.

4 comentários:

  • Espelho Meu disse...

    Lindo, lindo, lindo! É preciso se reinventar usando como base o amor. É sobre ele que as vontades e o ânimo da vida brota. Por mais que brotem espinhos também.

  • Contradita disse...

    Como escrevi outro dia, é muita regra para pouca vida.

    Amor, única terra fértil em qualquer momento. Mesmo quando floresce com espinhos.

    Única regra absoluta.

    As outras podem e devem sofrer revisão.


    Bjo lindo.

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