Entendendo Cristo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011 3 comentários

Uma visão de fundamentação filosófica, antropológica, mas sobretudo fiel sobre Jesus.


Eu que já passei por transições radicais dentro da religião onde estive em momentos de inteiro fanatismo, depois, contraditoriamente, no agnosticismo, revolta e ateísmo, hoje tenho a consciência da Divindade de Cristo em sua totalidade e em sua síntese PURA E SIMPLES, já vivo o equilíbrio que o Evangelho de Jesus proporciona. Vivendo as metamorfoses da /na vida um conceito que tende a não mudar é o religioso, por temor/medo, receio ou a falta de interesse em entender melhor, entretanto como na ideia de Tomás de Aquino, acredito que tudo passa por desenvolvimento onde nada é pleno enquanto vida, devir, tudo se transforma, digo isso fazendo referencia a maturidade em todos os aspectos e impactos, inclusive no campo da crença, como na teoria de Hegel de “suspender” (negar a realidade atual, conservar alguma coisa de essencial dessa realidade e alcançar um nível maior), isso tudo exige de nós um conhecimento que leve a um entendimento melhor do que foi/é a vida/mensagem de Cristo.
Durante toda história os filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, necessariamente nesta ordem, criaram suas teorias para explicar o que é ou como encontrar-se com a verdade, Sócrates com seu famoso “Conheça-te a te mesmo”, Platão com seu “Mundo das idéias”, Aristóteles, que compactuava com Platão, tinha sua teoria da dedução, dedução que mediante o intelecto era iniciada da experiência, todas muito coerentes e persuasivas, mas distantes de uma conclusão plena, eu sempre acreditei na epifania, mesmo entendendo que é uma tese contemporânea bastante especifica e que não faz parte da pratica de todas as pessoas, entretanto Hegel dá sua definição de que a verdade é o todo, é indiscutível a veracidade deste fato: A verdade é o todo. Se a visão de um ser é fragmentada, logo se faz deduções exageradas de fragmentos verdadeiros, o que prejudica a visão e o entendimento do todo como verdade, sei que ficou bastante teórico, mas na pratica entendemos isso na vida de Cristo. Jesus é Cristo em sua totalidade e não parcelado, muitos ouvimos, vemos e entendemos muitas das ações de Cristo isoladas, mensagens separadas, o que não é o correto já que tudo na vida de Cristo foi somatória do que seria sua mensagem central. É incorreto e incoerente, depois de saber de todo o processo da jornada de Jesus ainda nos isolarmos em pontos ignorando o todo/toda sua vida, que foi a sua principal mensagem. Logo se ignoramos os processos da vida de Cristo e damos ênfase apenas no resultado, em seu estante final ignoramos a sua principal mensagem e na verdade não conhecemos nada dEle a não ser aquilo que ouvimos falar. Em análise da vida de Cristo enxergamos com clareza, se compreendemos sua divindade real e sadia como Deus, que Ele é a própria verdade e filosofando diz que se conhecermos a verdade Ela/Ele nos libertará (João 8:38), se entendemos a verdade como um todo, e Cristo como verdade seremos libertos do maior mal: A ignorância/não saber/não conhecer.
Jesus trouxe a mente de unidade onde dá a maior prova em sua liderança igualitária, também dizendo “as raposas têm covis, as aves seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar sua cabeça” (Mateus 8:20) dando a entender que as raposas são os Fariseus em suas câmaras, as aves os Sacerdotes em seus magnânimos templos, mas a cabeça tem corpo, onde Cristo é a própria cabeça e em todo momento o novo testamente reflete e emite a mente de corpo tendo Paulo como o principal anunciador deste conceito . Cristo trouxe a interpenetração/revelação pelo/do Espírito que é alcançado somente pela fé, por nenhuma teoria, nenhuma ideia, nenhuma parte do intelecto, nenhuma cognição, nenhum estudo que leve a sentir isso, somente e inteiramente pela fé. Cristo trouxe, na interpenetração/revelação do Espírito dEle em nós a consciência de fluidificação onde há a compreensão de que o homem, em sua razão e forma, sempre muda sua realidade então Cristo deve fluir, na presença de que enquanto mudamos/amadurecemos ele continua o mesmo e nós passamos a entender melhor dEle e o conhecemos melhor, porque Ele flui internamente.
Cristo Vivo, Jesus Governo, Cristo Deus, Jesus Filho. A vida de Cristo, a mensagem de Cristo é elevada à medida que podemos entender sentir, e o mais importe conhecer e acreditar. 

3 comentários:

  • Alicia disse...

    Texto bacana, recheado de filosofia e inteligência.
    Pessoalmente, não acredito em nada que seja pleno. Em nada que seja inteiro. Em nada que seja absoluta.
    Acredito em prestações, momentos, fragmentos, instantes.
    E adorei a ideia das epifanias, que me lembram insights, e acho que é disso que se faz uma vida.

  • Camila Lourenço disse...

    Eu li, reli, e li e o que encontrei no seu texto, como a Alícia disse, "cheio de filosofia e inteligência", foi Deus.

    Francamente falando: deveria ser mais fácil ter fé. Não tem nada a ver com o texto essa frase, e ao mesmo tempo, tudo a ver.

    Talvez o problema seja ver a vida, a verdade, em fragmentos mesmo. Mas não há como não vê-la assim. Ao menos pra mim, ainda não.

    Bjo.

  • Anônimo disse...

    é interessante que você faz citações de filosofos,mas que nos leva ao mesmo tempo ao conceito de praxis de Marx..Mesmo as vezes repudiando a glossolalia dos pseudosmarxicistas..Consigo ver que a sociedade é dialética assim consequentemente nós ,membros da mesma que não obtemos a praxis...Mas enfim essa relação com Cristo concerteza muda...POis mudamos .Mas infelizmente a modernidade ,a ideologia burguesa juntamente com a industria cultural leva o individuo a fragmentação,não se reconhedendo no todo e consequentemente não reconhecendo na historia e seus processos...Brunna

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