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Decisão e Escolha



Um homem entra no restaurante a atendente se aproxima e diz “O senhor vai fazer seu pedido?” ele pergunta “Quais as opções?” a atendente responde “Sim e não”, o homem recebeu a pergunta como se tivesse uma escolha, mas antes de escolher ele precisava decidir.
Quando escolhemos algo direta ou indiretamente temos a consciência do contrário, se escolhemos ‘sim’ conscientemente sabemos que existe um ‘não’ acessível. Podemos não dizer o oposto do que queremos, mas somos induzidos a fazê-lo porque o que fizemos foi uma escolha e não uma decisão. A escolha é como uma via de mão dupla, você vai e enxerga a possibilidade de voltar, mas isso não é ponto positivo a ser aplicado nos componentes e comportamentos da vida, por exemplo, eu escolhi malhar, escolhi um horário e logo em algumas semanas as faltas à academia.
O conceito de escolha é algo que está internalizado, mas é tratado de forma objetiva. Trazendo isso para prática, quando algum projeto/trabalho inicia e em seu desenvolvimento apresenta falhas começamos a criar estratégias para resolvê-las, a questão é que os métodos/estratégias são sempre do objetivo para o objetivo, dizemos “isso não deu certo aqui, então vou colocá-lo ali”, “com este não funcionou então vou colocar outro”, por exemplo, quando comecei a faltar na academia a primeira solução que procurei foi trocar de horário, porque eu sabia que tinha outras opções que poderia escolher e foi o que fiz e continuei faltando, não era uma questão de métodos, nem objetiva era uma questão subjetiva, que me colocava a tomar uma decisão diante da minha vontade. Depois de tomar a decisão até podemos escolher, mas antes de ter internalizado a decisão no lugar da escolha não. Primeiro se resolve o subjetivo e depois o objetivo e o resultado.
Quem só faz escolhas na vida nunca conseguirá tomar uma decisão, a decisão é muito mais profunda, por ser subjetiva, e eficaz. A maioria das coisas em que falhamos e nos frustramos por acreditar que estávamos incapazes, por insegurança ou qualquer outra coisa foi na verdade que ‘escolhemos’ e não ‘decidimos’. A vida é decisão e não escolha, a escolha é traiçoeira, a decisão é sugestiva, a escolha falha, a decisão é eficaz. A escolha é precedida da decisão.
Decidi não continuar este texto da forma que tinha escolhido, mas terminá-lo aqui e deixar que você veja até onde isso tem tido e terá efeito em sua vida. Se neste texto informativo e argumentativo você não interpretar, mas DECIDIR refletir, você não tem simplesmente uma boa percepção, você tem um dom. 

Comentários

  1. até não escolher é uma escolha...

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  2. Tenso, escolhi refletir mais minhas escolhas, ou talvez nem escolheras

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Sem contemplação, o interessante é a participa-ação, Comente bem

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