Eu sou a canção

segunda-feira, 27 de agosto de 2012 1 comentários



Coloco um paraquedas
Salto do topo Everest
Durante a queda sou um alvo vermelho
Em que os homens de preto querem agarrar

Sou a própria inveja,
A sede de Deus
A fome de Satã
Sou o espelho da quimera
Eu sou o tridente de Poseidon

Sou a revolta da paz
A calmaria do furacão
Sou o inferno no céu
Eu sou a chave da Prisão

O perplexo do medo
E o paradoxo da confusão
Sou o simples complexo
O confuso com nexo
O rio de Amsterdam


Um relapso da vida
Um descuido abusivo da razão
Sou o cão sem guarida
O rompante extensivo da lentidão

A sinapse do amor
A companhia da solidão
Estrela sem fulgor
Fronteiras e abismos da imaginação

Das esferas caídas
Sou a mais querida, o brilho do sol
Das maçãs mordidas
Sou a mais ferida, a que sangra ao redor

Sou o acorde do Rock 
A nova da bossa
O instrumento e o som
Sou a voz do cantor
Sou o fruto, sou composição


Solfejos bonitos
O canto, o grito e lamentação
Sou tudo que é isso
Dissonante lírico
Eu sou a canção

1 comentários:

  • Nair Pessoa disse...

    Lindo poema amigo!!! Somos canção do amor e do ódio, somos o côncavo e o convexo. Somos o raciocínio e a abstração.Somos NÒS sem medo denos mostrar!. Bjssssssssss

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