Agora é sonho meu

sábado, 25 de fevereiro de 2012 0 comentários



Eu bem que poderia deixar-te
Fingir esquecer por tempos e sumir
Bem que eu poderia matar-te
Não teu corpo, mas tuas lembranças em mim

Eu que soltei meu grito ao vento
O meu lamento e desencanto
Eu que te fiz primor, meu cuidado e canto

Te entranhei nas veias do meu corpo, te unia
E sempre endeusando-te, tão amante te dizia;
Rainha da beleza, minha Afrodite e primazia

Com que desafeto vil assim pudera
Ao surgir a noite, deixar-me no morrer do dia
Melhor lembrar-te nas linhas desta poesia
E tornar-te eternamente minha quimera.

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