Nota de um cantor

domingo, 20 de novembro de 2011 0 comentários
            Já fazemos músicas a tanto tempo, já planejamos o que vai acontecer, os arranjos, os vocalizes, as tônicas, os arpejos , mas nunca vamos parar, por isso nos renovamos, por isso fazemos novo, sem deixar de fazer o antigo, por isso cantamos porque somos livres pra fazer da música o manifesto da nossa alma. Expressamos nossa inocência ora nossa malícia, nosso desejo e alegria ora nossa dor, deixamos fluir de nós sons do coração que clama ora protesta, que sussurra ora grita, que odeia ora ama. O som que lava a mente, que organiza os sentimentos ou apenas alivia o peso do mundo, o som que preenche trazendo satisfação, tocando o ponto de extasie, a voz que sai e dança sobre as notas, o timbre que desliza sobre o tom, puxando a frequência para uma valsa, seja o bit que for. O canto que é o real que se fantasia, o tangível intocável, o instante eterno, bem aventurados aqueles que podem viver cantando, aqueles que já cantaram, que vão cantar, e nós que somos na música o particípio, o gerúndio, o infinitivo, o ciclo que nunca se fecha, mas que percorre se renovando ora retomando, destruindo e criando. A canção não precisa de regras apenas e simplesmente ser bem feita pelo coração.

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