Estrada

quarta-feira, 6 de julho de 2011 0 comentários


Quando tudo começou
Eu era simplesmente um simples rapaz
Logo que o olhar brilhou
Como que de um sono a alma despertou
E me impulsiona a conhecer as deusas
E a romper fronteias
Do limite do tangível, do real

Ao mais tardar
Ao balançar dos meus longos cabelos
Nasce a diversão
Sensação de poesia
Meio a boemia, meio a curtição
Na sutileza do meu egoísmo
Crio meu juízo
Minha obra, invenção

Nas notas das canções
Vou dar voz ao coração
E deixar gritar o peito
O clamor a prece do sossego
Que pede paz, pede mais

No fluir da minha maturidade
O brilho da idade já não me importa mais
Já não conto os anos, já não peço pressa
Sei que tudo se acelera sem se perceber
Rumo ao mundo em busca do sucesso
Sobe imposições, findas distrações
Nas minhas concepções mata-se a crença
Nasce a doença, a ganância
O mal de sempre querer mais

Ao me desgarrar de sonhos
Ao nascer novos desejos
Ao realizar anseio esquecido atrás
Me apaixonei por várias vezes
Várias bocas, vários beijos
Sexo e outras coisas que já nem existem mais
A vida segue sempre avante
As vezes certo, mais errante
O importe é que vivi, vivo e viverei

As sensações dos tempos
O instante, o momento
De ironia, a poesia, a boemia
A euforia é o fundo musical
O sarcasmo mata a tolerância
Fim da paciência
Tudo se obscena
Coisas poucas já não me servem mais
Não me servem mais

Nas notas das canções
Vou dar voz ao coração
E deixar gritar o peito
O clamor a prece do sossego
Que pede paz, pede mais
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